segunda-feira, 16 de junho de 2014

CIDADE EM #LUTO :( MORRE ATOR DA TERRA!

 MAS UM DA BOA TERRA QUE SE VAI, SEGUNDO INFORMAÇÕES; Edson Oliva. FOI ASSASSINADO EM VIDA NOVA, BAIRRO SITUADO NA CIDADE DE LAURO DE FREITAS, ONDE ELE MESMO RESIDIA. SEM DUVIDAS PARA OS QUE O CONHECIA ELE IRA SIM FAZER MUITA FALTA, SERÁ QUE A POLICIA DARÁ UMA RESPOSTA PARA ISSO? ESSE FATO REACENDE, A FALSA SENSAÇÃO DE QUE ESTAMOS BEM SEGURO, MAS O FATO É QUE O EFETIVO POLICIAL DA CIDADE MUNICIPAL DE LAURO DE FREITAS, E MUITO PREOCUPANTE, DIZ PESSOAS QUE TRABALHAM NA ARIA.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Adolescentes se machucam ao tentar tocar Cristiano Ronaldo em Campinas

Uma adolescente fã de Cristiano Ronaldo sofreu um traumatismo craniano ao tentar tocar o ídolo e cair da arquibancada do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, onde Portugal realizou seu primeiro treino no Brasil.

A adolescente, de 16 anos, foi levada diretamente para o hospital, onde está em observação. Outra fã, de 19 anos, tentou pular uma cerca para se aproximar do "muso" da seleção portuguesa e sofreu hematomas e cortes na perna, mas conseguiu pelo menos abraçá-lo. O primeiro treino de Portugal reuniu 10 mil torcedores, que pediram que o jogador, eleito o melhor do mundo, jogasse uma camisa. Muitos deles estavam na porta do estádio desde a noite de quarta-feira (11).

O lateral-esquerdo Fabio Coentrão foi poupado das atividades desta quinta-feira por problemas físicos. Em Campinas Portugal treinará no centro da Ponte Preta e no estádio Moisés Lucarelli. Com Cristiano Ronaldo 99,9% recuperado, a seleção de Portugal aterrissou na quarta-feira no aeroporto de Viracopos, em Campinas, que fica a 100 km de São Paulo, quartel-general na Copa, e estreia dia 16 contra a Alemanha em Salvador. Dentro do grupo G, a seleção portuguesa joga depois contra os Estados Unidos, em Manaus, dia 22, e encerra a participação na primeira fase contra Gana, em Brasília, dia 26. 

vamos rever bom futebol.

esperamos que um bom jogo.O holandês De Jong comete falta no espanhol Xabi Alonso, na final da Copa de 2010

Mulher Moranguinho fala do interesse em Naldo Benny na carreira gospel: “As coisas estão encaminhando”

Mulher Moranguinho fala do interesse em Naldo Benny na carreira gospel: “As coisas estão encaminhando”A possibilidade do funkeiro Naldo Benny abandonar a carreira secular e dedicar-se exclusivamente à música gospel é algo que sua mãe deseja há anos, garante a esposa do cantor, Ellen Cardoso, conhecida como Mulher Moranguinho.
“Esse é um desejo da mãe dele e também meu. Sei que isso vai acabar acontecendo um dia, só não sei quando. As coisas estão encaminhando para isso”, afirmou Ellen numa entrevista ao jornal Extra.
Naldo foi criado pela mãe frequentando cultos numa Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, e a proximidade entre sua esposa e sua mãe influenciou na fé das duas. Ellen disse ao jornal ter se convertido ao Evangelho há quatro anos, e afirmou que dará apoio ao marido caso ele se dedique à carreira gospel.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

VAMOS SECRETÁRIOS TRABALHAR UM POUCO, POVO CHATEADO VIU!

LOCAL EXATO PRÓXIMO A PRAÇA JOSÉ RAMOS; A ONDE FOI RETIRADO O QUEBRA-MOLAS. 
SENDO ALVO DE GRANDES CRITICAS ATÉ HOJE. SEM RESPOSTAS DO MOTIVO DA RETIRADA ATÉ HOJE EMPRESÁRIOS E MORADORES, PÕEM A CULPA NO PREFEITO. 
"MAS AS VEZES O MESMO AINDA NEM SABE DO OCORRIDO".

ENFRENTE O CONDOMÍNIO VIDA BELA, ENTRE OS LOTEAMENTO VILA DE SENA E LOTEAMENTOSANTA JÚLIA. OLHA COMO ESTA O PASSEIO, TOMADO POR DIVERSOS VEÍCULOS, ALÉM DE ESTA COMETENDO INFRAÇÕES DE TRÂNSITO, EXPÕEM VIDAS DE PEDESTRES E CRIANÇAS ESTUDANTES DA ESCOLA; SANTA JÚLIA, QUE SÃO IMPEDIDOS DE PASSAR POR ONDE É DEDIREITO.





OLHA COMO ESTA A SITUAÇÃO DA RUA; JACIARA  FERREIRA DE FREITAS, RECÉM ASFALTADA. OS MORADORES INDIGNADO COM A DONA EMBASA CHEGA E QUEBRA TUDO E VAI EM BORA, FORA A CONSTANTES LIGAÇÃO RECLAMANDO A VELOCIDADE DOS CARROS QUE PASSAM ACIMA DE 60 POR HORAS. FEITO PROTOCOLO DE REQUERIMENTO DE REDUTOR DE VELOCIDADE. OS MORADORES RELATAM QUE LIGAM PARA A ADM, E DIZEM QUE O PREFEITO SUSPENDEU A DEMANDA DE QUEBRA-MOLAS, MAS OS MORADORES SABEM QUE ISSO E HISTORIA DA CAROCHINHA, OLHA AE SECRETÁRIOS, DE TANTO OS MORADORES  PEDIREM FORAM ATENDIDOS. MATÉRIA FEITA.  








A RECEPTIVIDADE DA RUA ESTA ASSIM DESDE QUANDO O NOVO CONDOMÍNIO INAUGUROU A REDE DE ESGOTO ASSIM FICOU, RUA JERÔNIMO JOSÉ DE SANTANA, LOCALIZADA ENFRENTE AS SECRETARIAS DE ESPORTE E EDUCAÇÃO, NA PRESENTE DATA
; 03/06/2014 TINHA UM CAMINHÃO LIMPANDO A REDE DE ESGOTO, MAS HOJE TUDO VOLTO A MESMA. MUITO MAL CHEIRO E ESGOTO A CÉU ABERTO.
 






SOLICITOU CHEGAMOS.


ATT- TIAGO CLEMENTE.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

PP- PT BAIANO; GANHARÁ A CAMPANHA NO 1° TURNO VEJA PORQUE.

  • João Leão, deputado federal do PP e candidato a vice-governador da Bahia na chapa governista
Ex-prefeito de Lauro de Freitas e deputado federal em cinco mandatos, João Leão dizia que Rui Costa como candidato ao governo não agregava apoios. Agora na condição de vice na chapa do petista, diz que mudou de opinião. Leão está convencido de que a eleição será resolvida no primeiro turno.

Nas negociações conduzidas pelo governador Jaques Wagner para definir o vice da chapa governista o seu nome nem era cogitado. Sua escolha surpreendeu. Como entrou no processo?
Olha, surpreendeu até a mim porque eu não estava dentro do jogo. Eu tinha um candidato que era o deputado federal Mário Negromonte. Mas em algumas conversações, diálogos na política, os companheiros do nosso partido decidiram que deveria ser eu. Até porque Mário tinha outras pretensões (politicas). Então, fiquei eu.

Nos bastidores se falava que o seu nome foi o plano B emergencial, já que nas denúncias contra o doleiro Alberto Yousseff (envolvido no escândalo da Petrobras) consta que ele teria intermediado doações para deputados e diretórios do PP. Uma reportagem cita, inclusive, que ele teria relações com um irmão do deputado Negromonte. Isso teve algum peso para o senhor ser o escolhido e não Negromonte?
Primeiro não existia absolutamente nada disso na época em que eu fui escolhido. Não existia doleiro, não existia nada, nada. Agora, o deputado Mário Negromonte foi ministro, é uma pessoa de nome nacional e o que nos consta é que ele não tem envolvimento com essa história do doleiro. Essa história do irmão dele é problema do irmão dele, não dele. O que ocorreu de fato para minha escolha é que foi feita uma pesquisa qualitativa indagando às pessoas qual seria o vice ideal. Segundo o governador Jaques Wagner de cada 11 pessoas 10 escolheram o meu nome. Então não foi uma escolha do governador, do meu partido, foi uma escolha do povo.

O fato de o senhor ser uma liderança forte no Oeste da Bahia, onde o governo enfrenta dificuldade para mobilizar o eleitor, as lideranças, pesou na sua escolha?
Primeiro, se tem um governo que trabalhou e fez muito na região do oeste da Bahia foi o governo Wagner. Ele tem um trabalho excepcional ali. Começa com a rodovia Oeste-Leste, que vem sendo feito, já está em execução, com os investimentos do governo federal na área de desapropriação do porto e desapropriação de toda a linha da ferrovia, que ficou a cargo do governo do estado. Temos no oeste um clamor para concluir aquilo que o governador iniciou. Eu disse lá na região, que quando essa rodovia estiver funcionando vamos ter que botar uma estátua do ex-presidente Lula, uma da presidente Dilma, uma do governador Jaques Wagner, e Leãzinho pequeninho lá, porque quem levou o projeto na época (2007) para o Lula e para Wagner fui eu. Um projeto de minha autoria e com um auxílio muito grande do senador Walter Pinheiro (na época deputado federal do PT).

Mas a ferrovia ainda vai demorar e no Oeste da Bahia há um forte sentimento separatista, que reclama do Estado investimento em infraestrutura, estradas, energia. O PT, há quase oito anos no governo, podia ter feito mais pela importante região do agronegócio.
Olha, a ferrovia Oeste-Leste já saiu do papel, estamos com praticamente todos os trechos iniciados. Faltavam três lotes serem liberados: a ponte sobre o Rio São Francisco (lote 5-A), o lote 6, que vai até São Desidério, perto de Barreiras, e o lote 7. Estes lotes todos foram liberados, agora (semana passada). O lote 1, que é o primeiro lote e fica próximo ao porto na chegada de Ilhéus , tinha um problema com o Ibama. Depois tivemos um problema da empresa que venceu a licitação. Foi chamada a segunda colocada e já está tudo correndo. Se tem uma coisa que está andando bem é a ferrovia, e muito disso nós devemos ao ministro dos Transportes César Borges (PR). Quando César entrou no ministério (abril de 2013), a coisa começou a caminhar bem.

O senhor defendia o nome do senador Walter Pinheiro para suceder o governador Wagner. Chegou a declarar que Rui Costa não agregava aliados. O que o fez mudar de opinião?
A finalidade da vida é fazer que nós tenhamos uma opinião e quando você é convencido por outrem, você muda de opinião. Mudei de opinião. Eu acho o senador Walter Pinheiro um quadro excepcional, é um dos melhores quadros do PT no Brasil. Agora, quando passei a conhecer Rui Costa, junto com Walter Pinheiro, vi que Rui está tão preparado para governar a Bahia quanto Walter está.

O senhor não participou dos atos da visita da presidente Dilma à Bahia, na semana passada. Nas redes sociais correu a notícia de que o senhor poderá sair da chapa. Isso é verdade?
Olha, quando eu entro num barco entro para remar para frente. Não sou carangueijo que anda para trás. O que aconteceu é que tive que participar de uma palestra, na Comissão Mista de Orçamento do Congresso com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para tirar dúvidas sobre o orçamento da União. O resto é fofoca.

Essa fofoca partiu de onde?
O que dizem é que os adversários (não citar nomes) montaram uma central de fofoca. É o zunzunzum que está aí na praça. Então estão dizendo que o ministro Mário está por traz disso, que o governador Jaques Wagner vai sair na Veja (envolvido em denúncias) ..... de uma coisa eu tenho certeza: eu jamais vou sair em nenhuma coisa dessa, porque se tem uma pessoa que não tem rabo de palha naquele Congresso Nacional, sou eu. Sou parlamentar há 20 anos, fui prefeito de Lauro de Freitas por quatro anos e não tenho nenhuma mácula na minha história. Isso é uma coisa que me orgulho muito.

Como vice-governador o senhor acha que vai poder influir nas decisões de governo, caso Rui seja eleito?
Vou ser um parceiro, ajudar o nosso candidato a governar. (pegou uma folha e leu) E governar é reformar o que não funciona, conservando o que merece ser conservado; governar é jamais impor sobre a vida de terceiros, uma única hierarquia de valores e comportamentos; governar é respeitar a lei e não ceder aos caprichos arbitrários dos homens; governar é garantir esse espaço de liberdade em que cada indivíduo procura melhorar a sua condição de vida; governar é exercer o poder temporariamente, humildemente e não detê-lo com avareza doentia de quem se agarra a um tesouro roubado; finalmente, governar bem está sintetizada numa frase que dizia desde que era prefeito de Lauro de Freitas: o bom governo não é de esquerda, nem de direita. Aquele que gasta mais do que arrecada é incompetente mesmo. Então o bom governo é aquele que gasta menos do que arrecada.

Mas o governo Wagner está com problema de caixa, não está?
Está temporariamente. O governo do estado está com problema de caixa e o Brasil também está. São Paulo, que é do PSDB, também está. O Rio de Janeiro é do PMDB, também está. Pernambuco que é do PSB, está com problema de caixa, também. Então é um problema conjuntural. É preciso sentar e resolver. Todo governo que está saindo, quer fazer mais. Então deixa alguns problemas para os outros. Mas quando eu fui prefeito de Lauro, deixei muito dinheiro em caixa para Otávio Pimentel, que foi meu sucessor.

O senhor disse que governar é reformar o que não funciona, conservando o que merece ser conservado. O que não está funcionando no governo Wagner e o que merece ser conservado?
Em todo governo tem algumas pedras que precisam ser mudadas. Não existe governo perfeito. O que nós precisamos é governar bem. Vou dar um exemplo: o nosso partido, o PP, tem a Secretaria de Agricultura, a secretaria dos Portos e a Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir). De vez em quando você tem que tirar uma peça. Vamos falar de agricultura, o meu berço. Você chega em algumas regiões na Bahia, como em Rio Real, no nordeste do estado, onde se produz 16 toneladas por hectares de laranja. São Paulo produz 30 toneladas. Está algo errado, temos que incentivar o produtor. Nós temos um rebanho bovino de 12 milhões de cabeças. Nós perdemos agora (com a seca) algo em torno de 1 milhão de cabeças na Bahia, porque não se preparou os produtores, para o uso de silagem, para o gado não morrer. Vamos ter que ensinar as pessoas.

Isso é o que o senhor pretende levar num eventual governo de Rui Costa?
É preciso uma visão global da economia do estado. No extremo sul há algumas vocações, como o turismo que é excepcional. Temos algumas rodovias que ligam a Minas Gerais, mas que o acesso ainda é difícil. Então temos algumas deficiências. O governador Jaques Wagner vai fechar o governo com 8 mil quilômetros de rodovia. Fizemos 500 mil ligações elétricas pelo programa Luz para Todos. Os eixos rodoviários foram colocados, falta fazer ainda as interligações. A Bahia tinha uma única universidade federal desde 1808, que é a Ufba. E sete anos depois, no atual governo, temos mais seis. Demos uma mexida na Bahia, mas precisamos continuar este trabalho.

As pesquisas mostram que a presidente Dilma se mantém na dianteira da corrida sucessória, mas ela vem caindo em todos as regiões e já é dado como certo o segundo turno. O senhor acha que o mau desempenho da economia, inflação em alta e as denúncias na Petrobras podem atrapalhar ?
Não, isso de queda em pesquisa é natural em campanha eleitoral. Lula teve de enfrentar dois segundos turnos. Já Wagner ganhou no primeiro , quando não se esperava. Paulo Souto tinha 76% na pesquisa de intenção de votos. Então, eleição é eleição. Acredito muito no trabalho que a presidente Dilma vem fazendo no País. Na Bahia, tínhamos uma única escola técnica, hoje temos 30. Na infraestrutura temos a Fiol, todas as rodovias federais foram restauradas, estamos duplicando a BR 101 e vamos duplicar a BR 116. Então, estas coisas todas estão acontecendo no estado, mas queremos mais.

Tudo indica que aqui na Bahia também haverá segundo turno.....
Eu não acredito, não, e se brincar, vamos ter um percentual (de votos) maior do que teve Wagner. Na eleição passada (2010) disputavam Geddel (PMDB) e Paulo Souto (DEM), dois nomes conhecidos no estado. Souto foi governador três vezes e Geddel é um nome hiperconhecido. Tinha tudo para ter segundo turno e não teve. Portanto, eu, que estou rodando a Bahia inteira, tenho certeza que vamos ganhar no primeiro turno.

Mas o fato de o PT perder as duas últimas eleições em Salvador, que é o maior colégio eleitoral do estado, não diz nada?
Essa questão de Salvador é muito relativo. Se nós perdermos por 1 milhão de votos de frente em Salvador ainda assim nós ganhamos a eleição. Porque nós temos o interior da Bahia. Na política da Bahia você tem a banda A, que é o prefeito, e a banda B, que é a oposição ao prefeito. O que está acontecendo nas nossas andanças para a construção do programa participativo? Estão vindo juntas, a banda A e a banda B. Dos 417 municípios, em 350 nós termos a banda A e a banda B apoiando o candidato Rui Costa e o nosso senador Otto Alencar (PSD), grande liderança política e um dos pilares da nossa chapa.

E a segurança, não é uma pedra no sapato do governo?
Em São Paulo a segurança está um caos. No Rio de Janeiro está um caos. Se mostrar a segurança em Pernambuco, está um caos. Na Bahia, está ruim, está um caos. Porém foi um governo que fez grande investimento em segurança pública, em novas viaturas e coletes para a tropa. Mas segurança, e eu vou mostrar isso para o meu querido governador Rui Costa, não é só a polícia, não. é política social. Tem que ensinar segurança nas escolas especiais, na capacitação, no treinamento da meninada, para não se envolver com drogas. Vai precisar desse trabalho na base, porque em um governo só, não se faz tudo.

Ministro: Brasil é alvo da imprensa porque cresce e incomoda

Ministro do Turismo, Vinícius Lages
Ministro do Turismo, Vinícius Lages
O ministro do Turismo, Vinícius Lages, sugeriu em entrevista à BBC Brasil que a cobertura da imprensa internacional sobre os preparativos para a Copa do Mundo no Brasil reflete o fato de o país ser uma "força política" e uma "economia que cresce e incomoda" no cenário internacional.
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil opinaram que o Brasil estaria vivendo uma espécie de "crise de imagem" às vésperas do Mundial. "Mesmo que estivesse tudo redondo, sempre iam achar alguma coisa para colocar a lupa", afirmou o ministro, que assumiu a pasta há três meses.
"Põe os holofotes na periferia de Paris e Londres. Perto dos Jogos Olímpicos, Londres também enfrentou manifestações." Segundo o ministro, o Mundial estaria sendo "bombardeado" por um "canhão de mídia" também dentro do País.
"É todo o dia bombardeio: 'Ninguém quer Copa, ninguém quer Copa'. Isso não é verdade", afirma Lages. Lages opinou sobre o tema em entrevista exclusiva à BBC Brasil. A seguir os trechos em que explica seu ponto de vista:
BBC Brasil - O senhor vê um excesso de negativismo na imprensa internacional em relação ao País?
Vinícius Lages - Sem dúvida. Nos últimos 10 anos enfrentamos a questão da desigualdade e da extrema pobreza. O governo fez investimentos em infraestrutura e geração de emprego que se sobrepõem a qualquer uma dessas imagens que a mídia internacional tem construído. Olhe o que temos hoje de infraestrutura turística... nunca tivemos isso.
Evidentemente, ocorreram atrasos (nas obras da Copa), mas isso não impede que a gente reconheça que o Brasil está em uma situação muito superior do que há 10 anos. Foram criados mais de 20 milhões de empregos formais, houve redução de 70% na pobreza extrema. Se você tem aqui e ali alguma obra não concluída ou estádio que ainda não ficou pronto... é claro que poderíamos sim ter feito um esforço maior para estar dentro do cronograma. Mas mesmo que estivesse tudo redondo, sempre iam achar alguma coisa para colocar a lupa.
O Brasil tem feito um esforço de sair de uma condição de um país subalterno e de um posicionamento mais reativo no contexto internacional para ser mais protagônico em vários contextos. É uma economia que cresce e incomoda. Uma força política que cresce. Olha na Europa o que está acontecendo. O recrudescimento da xenofobia... Então você desloca (o foco da imprensa). "Vamos para o Brasil, vamos achar um mosquito (referência à dengue), um estádio inacabado". Põe os holofotes na periferia de Paris e Londres. Perto dos Jogos Olímpicos, Londres também enfrentou manifestações. Houve incêndios, ataques.
Vivemos um momento importante de consolidação do processo democrático, temos eleições, tudo isso faz parte de um mosaico. Não queríamos só imagens bonitinhas, jardins floridos e tal, mas pelo menos que reconheçam o esforço. O Brasil realiza uma Copa de escala sem precedentes, que integra doze cidades. Não tenho dúvida que a síntese da imagem (do Brasil na Copa) será a de um país hospitaleiro, acolhedor, um lugar para se celebrar.
BBC Brasil - Não há o risco de a imagem que sair da Copa ser negativa?
Lages - Pode até sair na mídia algo que possa ser prejudicial à imagem do País, mas o que importa é que o turista estrangeiro ou o turista brasileiro que visitar uma cidade-sede será bem acolhido. Na Copa das Confederações, com todas as manifestações e as imagens que foram projetadas (pela imprensa), 75% dos que visitaram o Brasil disseram querer voltar.
A minha expectativa é que, mesmo com um contexto que possa ser retratado como um problema, com esses atrasos, manifestações, com algum mosquito novo que apareceu, vamos mostrar a imagem de um país acolhedor, hospitaleiro, que realizou uma belíssima Copa e foi capaz de fazer dessa experiência esportiva também uma experiência turística muito agravadável. Eles (os turistas)vão querer voltar e vão falar bem do Brasil.
BBC Brasil - Faltam apenas dez dias para o início dos Jogos. Vocês esperavam um clima de mais entusiasmo a essa altura?
Lage - Acho que já começamos a ver (esse entusiasmo). Mais de 400 mil brasileiros já participaram do Tour da Taça, por exemplo. Agora, querer que a gente fique fazendo demonstração de patriotismo, de ufanismo só para sair na foto de uma capa de uma revista internacional é tolice.
Temos outras questões para nos preocupar neste país do que ficar tentando demonstrar que temos o mesmo grau de patriotismo dos anos 70. Este é um país de 200 milhões (de habitantes), somos uma sociedade mais complexa, mais amadurecida em suas manifestações. Mas logo, logo vai estar todo mundo na frente da televisão, nos estádios, celebrando, isso faz parte da nossa cultura. Em Brasília temos ruas pintadas, você já vê nos parques as pessoas caminhando com a camisa(da seleção).
Sei que esse momentum é distinto de outras Copas. Eu não estava aqui em 1950, não sei como foi. Talvez as pessoas pensassem que por (a Copa) ser aqui já deveria estar todo mundo de verde e amarelo, mas (o clima de festa) vai pegar. Talvez não na intensidade que a mídia quer para tirar uma foto de capa, mas vai ter sim celebração e muita empolgação.
BBC Brasil - Impressiona o dado da Datafolha de que 55% das pessoas acha que a Copa trará mais prejuízos que benefícios para o País?
Lages - Também, com essa guerra, né? Dê para mim um canhão de mídia para todo dia dizer que não vai ser assim (sobre a empolgação para a Copa) que eu ganho o jogo. É todo o dia bombardeio: "Ninguém quer Copa, ninguém quer Copa." Isso não é verdade.
Eu não levo essas pesquisas a ferro e fogo. (As respostas) dependem da pergunta que você faz, de como você contextualiza cada pergunta. As pessoas podem dizer: "Preferia que investissem em educação. Preferia que iluminassem a minha rua. Não quero a Copa porque queria aquilo." Não é isso. O governo continuou investindo em educação, saúde, infraestrutura.
O investimento para a Copa não é expressivo se comparado com os investimentos sociais. Mas sempre vão aparecer os bilhões que foram investidos para a Copa. Esse não é um investimento desproporcional para se preparar para um evento dessa natureza. E daqui a pouco os milhões de brasileiros que viajam verão o benefício de estar em um País que acelerou investimentos, melhorou seus aeroportos e sua infraestrutura.